quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Nenhuma paixão contida

Hoje eu não contive nenhuma paixão. Pela primeira vez na vida. Exarcebei tudo. Foi ótimo. Vai ser denovo daqui a 21 anos, aguardem...

Sério. como é bom gritar com as pessoas quando se tem vontade! Ficar com raiva! Dizer palavrão... ahhhhhhhhhhhh tentem, POR FAVOR...

Sem mais.

NÃO CONFIE (O) EM NINGUÉM COM MAIS DE TRINTA.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ter ou não ter esperança?

Eis a questão. Eu duvido muito da capacidade masculida de apaixonar-se. Não consigo acreditar em um homem que diz não poder pensar em mais ninguém exceto na “amada”. Não em um de verdade. Em contrapartida, as mulheres fazem cada coisa... se desesperam, tomam remédios para dormir, enlouquecem, batem os carros, enchem o cu de cachaça. Tudo por quê? Para suprir um vazio: algumas vezes o sentimental; muitas o físico.

Esse vazio, no entanto, não é deixado pelo “amado” que partiu. Ele é sim moldado pela esperança no amor, que crescemos cultivando e hoje nos abandona em doses homeopáticas.

(pausa para meditação)


Então eu me deparo com a seguinte questão: se não temos mais esperança... de que vivemos? De que vive e do que se alimenta a atual sociedade senão de esperança?

Pois, se ouço todos os dias que o mundo vai esquentar até torrar a todos nós, que podemos morrer, que tudo faz mal...

E se não pudermos mais esperar que nos amem, que façam algo, que hajam, que resolvam seus próprios problemas, que não nos machuquem... E se desconfiarmos de tudo... o que sobra?

Eu não sei...

(you’re lucky lucky...)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Outra coisa...

Que eu passei a vida inteira fazendo foi aprender. Eu passei tanto tempo aprendendo sobre certas coisas que esqueci de aprender a apreender.

Apreender e deixar pra lá são coisas que a gente deveria nascer sabendo, mas ainda na infância isso é difícil. Minha madrinha me contou que eu demorei uns 3 meses pra aprender a andar (problemas de apreensão), ...

Cansei de escrever isso.

Não quero mais aprender. Ou apreender. Para que se apegar as coisas?! Elas somem mesmo... As pessoas morrem e isso é horrível! Para que se apegar se tudo pode sumir em um segundo?

Cansei disso também.

Eu quero construir. Uma família, uma carreira, um lar, amizades. Eu sou uma construtora. Eu nunca fui, mas agora eu sou. Lembro que na primeira sessão de análise que eu fiz com a minha atual analista eu disse “o meu problema é que eu penso e desconstruo demais as coisas... e agora eu não sei mais construí-las”. Aí eu me transformei numa construtora: “primeiro fazer, sem pré-julgamentos”. Assim, eu me tornei uma pessoa de carne e osso denovo: com expectativas, sonhos, ilusões, vontades... Que ódio! Por que construir é tão mais difícil?!?!

Mas eu cansei disso também.

Chega, boa noite.



p.s.: Fui ao inferno e lembrei de você.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Tem alguma coisa me incomodando muito...

E não é nada que me deixe triste. Não é uma pedra no sapato... é mais como um chiclete colado na sola do sapato que não nos impede de andar mas sempre faz questão de nos lembrar que estamos dando um novo passo. Ai, soou piegas, droga. Vou tirar o “novo”, vai soar menos piegas, quer ver?

é mais como um chiclete colado na sola do sapato que não nos impede de andar, mas sempre faz questão de nos lembrar que estamos dando um passo.

Viu?

Talvez eu tenha problemas com a palavra “novo”. Ou com a idéia de “novidade”. Ou com as mudanças que as coisas “novas” acarretam. Talvez não.

Eu vou substituir o “a gente” pelo “eu” hoje. Porque não adianta tentar ser impessoal. Todas as melhores coisas já escritas até hoje eram pessoais... As piores também.

EU passei boa parte da vida (21 anos é tudo o que eu tenho dela até hoje) tentando deixar tudo pronto para uma situação futura. Estudei no primeiro grau para ter um bom segundo. No segundo para passar no vestibular. Na faculdade para ter uma carreira. E trabalhei.

Em algum momento entre os últimos meses eu decidi que não quero mais o futuro. Foda-se o futuro. Foda-se. Eu também não to aqui pregando que se devesse “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Ainda não descobri como amar as pessoas. Ainda não descobri como não amar as pessoas.

Voltando. Agora eu cansei. Não quero mais perder o tempo. Não temos todo o tempo do mundo. Não quero dirigir pra poder ler e pensar enquanto me locomovo; quero subir de escada para não esperar elevador; quero todos os meus amigos; quero fechar os olhos dançando até cedinho e depois voar...


Mas de que adianta querer? Querer não é poder. Eu não quero poder. Quem precisa (de) poder? Quem precisa de poder querer? Posso?

Tem aqueles momentos em que EU fico com a cabeça girando, cheia de coisas. E quero quebrar o abajour, como as borboletas na música do Arthur que, num sobro de paixão contida, se soltam e vão voando pela sala. Tem outros que não. Eu prefiro os que sim.

Em geral é bom. Viver, dançar e quebrar o abajour. E não pensar no futuro, e não esperar as coisas. E, com tudo isso, perder dentes.

Fico. Volto. Mudo. Vejo. Ouço. Sinto. Nas horas vagas eu penso em tudo isso.